schubert lachen und weinensorrisos e lágrimas…

lágrimas… risos… chuva de poeira cósmica
ou fulvos cristais de estrelas orvalhando
iluminando nossos passos pelo mundo,

trôpegos?, sim, sem ritmo, sem rumo,
as aparências enganam, taí, carece
de muita luz, intensa luz, etérea e fina,

a rota desconhecida que [cega] nos conduz
a sabe deus que abismos de luz, sombras
que certas crenças querem eternas, e nós,

os vivos — frágeis fagulhas de um instante
fugaz, feroz, ai, que sabemos do que ninguém
sabe nem jamais há de saber por ser assim
a vida com suas leis e fins… um absurdo
de trevas e inescrutáveis desígnios!…

quem sabe quem o fez ou como aconteceu
e qual seja o sentido de tudo… se é que…
feliz de quem crê, mesmo sem saber por quê,
no fim do túnel cada um terá seu facho
de raios e relâmpagos ou a surpresa do nada,

no fim das contas é o fim do caminho
é o fim da picada e noves fora nada…
assim seja, amém, embora não concorde,
assim é o que é e nada mais além
do que tenha de ser… ou não ser!