A partir do canto gregoriano - aprendido, ensaiado e praticado em todo o Ofício Divino (missas, salmos, antífonas, hinos, etc.), justo aí, nesse antigo Seminário Salesiano de Lavrinhas

— do contato ativo, teórico e prático, com a música sacra durante os anos de Seminário (Palestrina, Josquin des Prés, Willaert, Thomas de Victoria, Orlando di Lasso etc.) e mais tarde, em S. Paulo, sob a regência dos Maestros Walter Lourenção, Olivier Toni, Diogo Pacheco e outros; anos depois, já então na Alemanha, nos Cursos de Música Sacra da Escola Superior de Música de Frankfurt, com renomados professores como Helmut Rilling, Helmut Krebs, Ernst Gerold Schramm, Wolfgang Schäfer e outros…

— dos intensos e prolongados estudos superiores dedicados à música (teoria, harmonia e contraponto, análise formal, história e instrumentos, no meu caso violoncelo e piano), nos Cursos feitos em Frankfurt (Musikhochschule e Universidade J.-W.-Goethe) e em Heidelberg (Musikseminar da Universidade de Heidelberg)…

theater hd1998— e através das experiências com o teatro musical (ópera), aludido na rubrica refente ao Teatro, posso dizer com certo orgulho e alegre satisfação que na década dos 10 aos 20 anos
de idade minhas mais fortes emoções e experiências estéticas estiveram de uma forma ou de outra intensamente ligadas à música, instrumental e vocal, e quase que com exclusividade no âmbito da música dita clássica ou erudita.

O que veio depois, incluindo de forma especial o crescente e duradouro interesse assim como o gosto pelas mais distintas formas de música “popular”, em primeiro lugar da nossa, faço questão de acentuar, a música brasileira, e depois também a americana, esta sobretudo nas canções tradicionais, os evergreens, e nas múltiplas formas do jazz clássico, ah os gloriosos anos 30, 40 e 50, as inovações dos 60, e — claro! — a música latino-americana, tango, rumba, salsa, bolero, etc., todo o apreço e fascínio por esse acervo de incontestável valor artístico local, assim o vejo e sinto no correr dos anos, não foi mais que uma simples consequência lógica e natural das premissas assentadas na adolescência.