theatro municipal spA semente estava lançada. Cresciam as raízes. O verme ia roendo.
Sob a direção e participação ativa do saudoso Bardawil (meu velho amigo Zé Carlos, grande
jornalista prematuramente desaparecido), realizamos com grande êxito, entre outras proe-
zas, a Megera Domada de Shakespeare, lá pelos fins dos 60. Um grupo de magníficos ama-
dores desafiando toda sorte de limitações para reviver no palco as diabruras genialmente
concebidas pelo gênio do teatro elisabetano. Todos loucamente apaixonados pela loiríssi-
ma Popi que fazia uma esplêndida Catarina. Grandioso sucesso de público. Pessoalmente
um pequeno triunfo, com delirantes momentos de alegria, entusiasmo estratosférico e a
vontade louca de seguir adiante.
E nessa mesma época, sendo vizinho do Teatro Maria della Costa, na Rua Paim, cheguei a
participar de uma e outra produção em pequenos papéis. Num deles, se bem me lembro,
cantando Catarì, Catarì… e o velho Pierrot! O tempora!
Maria, imensa atriz e encanto mulher, acaba de falecer em janeiro deste ano.
Deixa saudade, muita. R.I.P.
Depois vieram participações em espetáculos e recitais operísticos do Teatro Lírico de Equipe.
Outras lembranças estão aí pululando, esperando sua hora e vez.

Teatro Municipal de São Paulo